Preservação da Fertilidade em Pacientes Oncológicos

Preservação da Fertilidade em Pacientes Oncológicos

Estima-se que, anualmente, cerca de 650 mil mulheres são atingidas por alguma forma de câncer, sendo que ainda 8% destas pacientes estão abaixo dos 40 anos.

Essas mulheres passarão por tratamentos agressivos e sofridos que, apesar da alta taxa atual de cura, ainda assim podem provocar perdas que acompanharão a paciente pelo resto de suas vidas. Entre esses danos colaterais, e talvez o mais importante deles, está o risco de infertilidade feminina.

A radioterapia, quando for realizada nas regiões do baixo abdômen, pode danificar seriamente os ovários e, dependendo da gravidade do caso, até mesmo destruir completamente sua capacidade funcional. O mesmo ocorre com a quimioterapia, que dependendo do medicamento utilizado, pode levar a alterações da função ovariana e até a menopausa precoce.

E temos ainda os casos em que, dependendo da ramificação ou tamanho do tumor, cirurgias de remoção total ou parcial do sistema reprodutivo se fazem necessárias.

Desse modo é de extrema importância que a paciente tenha conhecimento das técnicas e meios alternativos para preservar sua fertilidade antes do inicio do tratamento, garantindo a possibilidade de constituir uma família com seus próprios gametas.

A solução mais recomendada para as pacientes oncológicas é o congelamento de óvulos, que garantirá a mulher a chance de tentar uma gestação com seus próprios óvulos no futuro através da Fertilização In Vitro, quando ela estiver curada e pronta para ser mãe. Para tratamentos mais invasivos que culminem na danificação do sistema reprodutor, a técnica do útero de substituição pode ser considerada.

Para os homens que passam pelas mesmas dificuldades com os tratamentos oncológicos, também é possível se fazer o congelamento espermático antes de submeterem-se ao tratamento da doença.