Quando devo procurar ajuda de um médico de reprodução humana?

Médico de reprodução humana

Quando um casal decide engravidar, é preciso estar ciente de que o resultado positivo pode demorar um pouco a acontecer. Estima-se que as chances de gravidez para um casal jovem e saudável varie entre 20% e 25% a cada ciclo.

Além disso, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), pelo menos 15% dos casais no mundo têm algum tipo de infertilidade. Nesses casos, é importante procurar o atendimento especializado de um médico de reprodução humana.

Encontrar um especialista de confiança para realizar possíveis diagnósticos e orientar acerca dos tratamentos indicados é o primeiro passo. Saiba mais sobre quando recorrer a um centro de reprodução assistida.

Quanto tempo esperar?

Casais que têm relações sexuais frequentes sem o uso de métodos contraceptivos podem esperar até 12 meses para que a gravidez ocorra, o que é considerado um tempo normal.

Quando a mulher tem mais de 35 anos, o ideal é esperar no máximo seis meses. Contudo, caso haja algum agravante — como ciclos menstruais irregulares, gravidez ectópica anterior ou algum problema com o parceiro —, é melhor não esperar para procurar ajuda médica.

Considero importante ressaltar que um dos principais agravantes da infertilidade é o tempo que o casal demora para procurar orientação especializada. Em muitos casos, o problema é simples e facilmente corrigido, mas a demora pode provocar o aumento na dificuldade de engravidar.

Como é a consulta com o médico de reprodução humana?

A primeira consulta serve para o especialista revisar o histórico clínico do casal, já que, em média, entre os casais onde encontra-se um fator de infertilidade, 1/3 dos problemas estão na mulher, 1/3 no homem e 1/3 em ambos. Entre 15-20% dos casos, não é identificado nenhum fator de infertilidade em nenhum dos parceiros. Estes são os casos que dizemos: Infertilidade sem causa aparente (ISCA)

O médico avalia as tentativas anteriores de concepção e solicita exames específicos para detectar possíveis problemas e só então chegar a um diagnóstico.

Mesmo que os pacientes já tenham realizado os exames, pode haver necessidade de repeti-los para confirmar resultados; exames adicionais também podem ser necessários.

Quais exames são solicitados?

No caso do homem, o primeiro exame solicitado é o espermograma, já que os principais fatores masculinos de infertilidade estão relacionados a alterações na quantidade, forma ou motilidade dos espermatozoides.

Ultrassonografias e exames de sangue são os primeiros exames para investigar a saúde da mulher. As principais causas de infertilidade feminina são alterações na ovulação, doenças pélvicas ou tubárias.

Histerossalpingografia e vídeo-histeroscopia também são exames importantes, pois permitem avaliar as tubas e cavidade uterina.

Que tratamentos podem ser feitos?

O tratamento é individualizado e depende do diagnóstico e das condições clínicas do casal. Alguns dos mais comuns são:

  • indução de ovulação: um dos tratamentos de menor complexidade, realizado por meio de medicações por via oral ou subcutânea. Geralmente é indicado para mulheres com ciclos anovulatórios;
  • coito programado: aponta em quais dias o casal tem mais chance de concepção, podendo utilizar hormônios indutores por via oral ou injeções por via subcutânea;
  • inseminação intrauterina: é feita com a injeção do sêmen preparado diretamente dentro do útero da paciente através de um cateter;
  • fertilização in vitro (FIV): nesse tratamento, o óvulo é implantado na mulher já fecundado, após procedimentos feitos em laboratório.

Como você viu, buscar ajuda com o médico de reprodução humana é extremamente importante diante da suspeita de infertilidade. Se você gostou deste conteúdo, curta a minha página no Facebook e fique por dentro de tudo que compartilho por aqui!

Especialista em reprodução humana, habilitado e capacitado para atender casais com infertilidade, faz parte das mais importantes sociedades relacionadas a área de Reprodução Assistida como a American Society for Reproductive Medicine, European Society of Human Reproduction and Embriology, Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida e Sociedade Brasileira de Urologia.

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