Quais os parâmetros para considerar um casal infértil?

Quais os parâmetros para considerar um casal infértil?

O desejo de engravidar é o principal motivo pelo qual os casais procuram um consultório de medicina reprodutiva. Em busca de solução para realizar esse sonho, as causas da infertilidade conjugal devem ser pesquisadas com o auxílio e supervisão de um médico especialista, que indicará o tratamento adequado para cada caso.

O maior receio dos pacientes que recebo em meu consultório é lidar com o temido diagnóstico de infertilidade. Mas, antes de se preocupar com isso, você sabe quais são os parâmetros para considerar um casal infértil? É sobre isso que falarei a seguir.

Infertilidade versus esterilidade

Julgo ser de extrema importância que os casais que me procuram entendam primeiro a diferença entre esterilidade e infertilidade para terem expectativas condizentes com a sua realidade.

A esterilidade é quando a pessoa ou o casal não tem capacidade natural de gerar filhos, ou seja, quando essa possibilidade é nula. Isso ocorre quando há alterações hormonais e anatômicas que impedem completamente a gravidez, seja por fatores masculinos, seja por fatores femininos. Alguns exemplos são:

  • o homem não produz espermatozoides;
  • a mulher não produz óvulos.

infertilidade, por sua vez, ocorre quando o homem, a mulher ou o casal apresentam alterações hormonais ou anatômicas que diminuem a capacidade de engravidar naturalmente, porém ela não é nula.

É considerado infértil um casal que não consegue engravidar após manter relações sexuais frequentes em um espaço de tempo 12 meses, sem nenhum uso de método anticoncepcional. Esse critério pode variar de região para região. Após este período sem sucesso na obtenção da gravidez, recomenda-se procurar a avaliação de um médico especialista. Recomenda-se que esta avaliação seja feita após 6 meses de tentativas sem sucesso quando a mulher tem mais de 35 anos.

Também são considerados para avaliação de especialistas os casais que conseguem engravidar naturalmente, mas a mulher tem abortos de repetição.

Fatores de infertilidade

O recomendado é que os casais procurem ajuda médica depois de 12 meses de tentativas de gravidez sem sucesso. Se o casal souber de algum fator prévio que possa dificultar a gravidez, como endometriose ou síndrome dos ovários policísticos, essa procura deve acontecer antes desse período.

O diagnóstico de casal infértil é baseado na pesquisa dos fatores de infertilidade, realizada por meio de anamnese, exame físico, exames de imagem e laboratoriais. Os fatores de infertilidade na mulher são:

  • hormonal e ovariano, como alterações na liberação hormonal feminina e na ovulação;
  • anatômicos, como alterações no útero, nos ovários ou nas trompas uterinas;
  • endometriose;
  • imunológicos;
  • trombofilia.

Os fatores masculinos incluem varicocele, alterações hormonais, alterações genéticas e infecções e/ou processos inflamatórios que atingem os testículos.

Existe ainda a infertilidade sem causa aparente (ISCA), que ocorre quando não é identificada nenhuma causa específica para a infertilidade do casal.

Infertilidade no Brasil e no mundo

O último censo de 2010, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), identificou que mais de 8 milhões de casais no Brasil apresentam algum tipo de infertilidade. Além disso, a infertilidade conjugal afeta entre 15% e 20% dos casais em idade reprodutiva.

Esses dados mostram que ser um casal infértil no Brasil não é uma condição rara, e por isso diversos médicos especialistas dedicam sua prática médica a ajudar esses casais.

O diagnóstico de infertilidade deve ser baseado em investigação clínica e laboratorial. O que sempre reforço para meus pacientes é que ter o diagnóstico de casal infértil não significa a impossibilidade total de gravidez, mas sim a necessidade de se valer das diversas técnicas de reprodução assistida para alcançar tal objetivo.

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Especialista em reprodução humana, habilitado e capacitado para atender casais com infertilidade, faz parte das mais importantes sociedades relacionadas a área de Reprodução Assistida como a American Society for Reproductive Medicine, European Society of Human Reproduction and Embriology, Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida e Sociedade Brasileira de Urologia.

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