Avaliação da Reserva Ovariana

Avaliação da Reserva Ovariana

A cada ciclo menstrual, para cada óvulo que atinge perfeitamente a maturação, aproximadamente mil outros são perdidos e descartados. Seguindo esse processo biológico natural e continuo, se entende que a cada novo ciclo, a quantidade de óvulos com a qualidade ideal para ser fertilizado se torna, por consequência, menor.

Os óvulos que permanecem armazenados ao final de cada ciclo menstrual são denominados de reserva ovariana e correspondem ao estoque de óvulos ainda disponíveis para gerarem um bebê.

Quando a mulher atinge a idade de 35 anos, inicia-se o declínio da fertilidade, com o ovário se tornando mais velho e os óvulos com boa qualidade sendo a minoria entre os disponíveis. Calcula-se que aos 38 anos, independente da aparência física ou estado de saúde, a mulher tenha apenas 10% do total de óvulos disponíveis.

A avaliação a reserva ovariana é normalmente pedida de rotina para pacientes de reprodução assistida, sendo de fundamental importância em pacientes acima dos 36 anos ou que tenham passado por tratamentos médicos agressivos.

A reserva ovariana pode ser avaliada através de exames de sangue, como por exemplo o hormônio antimulleriano (AMH), sendo este o melhor marcador hormonal para indicar a reserva ovariana. Ele pode ser dosado em qualquer período do ciclo menstrual. Também pode ser medido a dosagem do FSH junto ao Estradiol, exame feito nos primeiros dias do ciclo menstrual. As taxas destes hormônios indicará a situação da reserva ovariana. Quanto mais baixo o valor do AMH, pior a reserva ovariana. Quanto maior o valor do FSH, pior a reserva ovariana. A ultrassonografia também é uma possibilidade. Este exame deve ser feito nos primeiros dias do ciclo menstrual, onde será avaliado o tamanho e volume dos ovários, assim como a contagem de folículos antrais, tendo em vista que ovários pequenos e ausência/baixa quantidade de folículos indica uma baixa reserva ovariana.