Conheça 3 das principais causas que impedem a gravidez

Médico conversando sobre Infertilidade

O momento que o casal decide tentar engravidar é um dos pontos mais importantes na vida conjugal. A partir dele, os dois começam a investir em atitudes e hábitos que facilitem a gravidez.

Infelizmente, alguns casais demoram mais do que outros para conseguir a gestação de forma natural e começam a se questionar sobre seu corpo, sua saúde e sua fertilidade.

Por isso, antes de começar a tentar, sempre recomendo que minhas pacientes e seus parceiros façam um check-up completo, contemplado inclusive áreas relacionadas a fertilidade do casal.

Neste post falarei um pouco sobre algumas das principais causas. Acompanhe!

1. Síndrome de ovários policísticos

A síndrome de ovários policísticos causa um desequilíbrio hormonal que interfere na ovulação, ocorrendo na maioria das vezes a presença de múltiplos folículos (“cistos”) nos ovários das pacientes. Apesar da presença de múltiplos folículos, na maioria dos ciclos menstruais nenhum deles amadurecem espontaneamente, levando a ciclos sem que ocorra a ovulação (ciclos anovulatórios). As principais consequências da síndrome são:

  • ciclos menstruais irregulares;
  • menor frequência de ovulação (ciclos anovulatórios);
  • aumento do volume dos ovários;
  • secreção de hormônios masculinos;
  • maior risco de doenças cardiovasculares e diabetes;

O fato destas pacientes apresentarem uma menor frequência de ovulação espontânea faz com que as chances de gravidez sejam menores, apesar de não a impedir completamente, como sempre lembro para minhas pacientes que têm a síndrome. Na maioria das vezes o tratamento de escolha, pensando-se em gravidez, é o uso de indutores da ovulação.

2. Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs)

Diferentes DSTs podem impedir a gravidez quando contraídas pela mulher ou pelo homem. A clamídia e a gonorreia são as que mais afetam o sistema reprodutivo diretamente.

Na mulher, as infecçõeses por a clamídia ou gonorreia não tratadas podem levar a um quadro de Doença Inflamatória Pélvica (DIP), no qual há inflamação do útero e das tubas uterinas, com alterações anatômicas que impedem a gravidez. Importante destacar que na maioria das vezes as infecções por clamídia são silenciosas, não provocando sintomas, fazendo assim com que as mulheres não procurem por uma avaliação médica.

No homem, as DSTs podem levar a uma obstrução do ducto pelo qual o sêmen sai ou ao prejuízo à qualidade do sêmen.

Reforço que devem ser realizados exames de DSTs antes de se iniciarem as tentativas de engravidar.

3. Idade avançada

A fertilidade de ambos os sexos é afetada com o avançar da idade. Na mulher isso é mais evidente, pois ela já nasce com todos os óvulos que terá ao longo da vida — que vão caindo em número e qualidade com o passar do tempo. Considero que a fertilidade masculina se compromete principalmente após os 50 anos.

Para a mulher, o período ideal para engravidar, do ponto de vista biológico, é entre 20 e 30 anos. A partir dessa idade a fertilidade começa a cair, principalmente após os 35 anos. A quantidade de óvulos diminui bastante, ficando disponível somente óvulos de baixa qualidade, o que dificulta muito o êxito das tentativas.

É importante lembrar que a idade avançada diminui a chance de gestação de maneira natural e também dos tratamentos de infertilidade. Para as pacientes com idade mais avançada, utilizo técnicas de reprodução assistida seguras e eficazes, que possibilitam a gravidez até mesmo depois dos 40 anos.

Existem ainda diversas causas que impedem a gravidez e que devem ser investigadas. Cada paciente é e deve ser tratada como única, assim como a investigação e direcionamento dos possíveis tratamentos que ela venha por ventura a necessitar.

Agora que você já aprendeu sobre o que pode impedir a gravidez, continue lendo sobre o assunto e descubra qual é a idade ideal para engravidar!

Especialista em reprodução humana, habilitado e capacitado para atender casais com infertilidade, faz parte das mais importantes sociedades relacionadas a área de Reprodução Assistida como a American Society for Reproductive Medicine, European Society of Human Reproduction and Embriology, Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida e Sociedade Brasileira de Urologia.

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