7 fatos sobre a indução da ovulação que você precisa saber

7 fatos sobre a inducao da ovulacao que voce precisa saber

A indução da ovulação é uma das técnicas mais utilizadas para os casais que chegam a um consultório em busca de um tratamento de fertilidade. Por meio dela, é possível alterar o funcionamento do organismo feminino e aumentar a chance de ocorrer a ovulação naquele ciclo menstrual, podendo inclusive ocorrer o amadurecimento e ovulação de mais de um óvulo dentro de um mesmo ciclo menstrual, aumentando também a chance da gravidez ocorrer com ou sem a ajuda de outros procedimentos.

Mas afinal, o que é a indução da ovulação? Como ela funciona? Quais os seus riscos? Quando ela é indicada? Responderei a essas e outras perguntas nesses 7 fatos sobre a indução da ovulação. Vamos começar?

1. A indução da ovulação estimula o amadurecimento de pelo menos um óvulo

Indução da ovulação é o nome dado a uma técnica de reprodução assistida que ajuda a mulher a ovular por meio de um comando exógeno. Basicamente, esse controle é feito com o uso de medicamentos hormonais que estimulam a maturação dos óvulos, podendo fazer com que mais de um óvulo seja liberado durante o ciclo menstrual.

Assim, muitas vezes, em vez de liberar apenas um único óvulo no mês, a paciente pode amadurecer e liberar um número mais elevado. Durante o tratamento de um casal infértil em que será utilizada apenas a indução de ovulação, o objetivo é limitarmos o desenvolvimento de 1 a 3 folículos. O desenvolvimento de um número maior de folículos leva ao risco da principal complicação nos tratamentos de reprodução: a gestação múltipla.

2. A indução pode ser feita com comprimidos ou injeções

Para aumentar a produção de óvulos, é necessário estimular o eixo de hormônios sexuais que controla o funcionamento dos ovários. Isso pode ser feito de maneira indireta com o uso de comprimidos — como o citrato de clomifeno e o letrozol — ou de maneira direta com o uso de injeções de hormônios do tipo gonadotrofinas.

Em geral, os comprimidos têm um efeito mais leve e seguro, enquanto as injeções geram um efeito mais potente e induzem a produção de mais óvulos — neste caso, também há um risco maior de efeitos colaterais.

É importante que os ciclos de indução de ovulação sejam acompanhados por um médico, para que possa ser avaliado adequadamente o número de folículos que estão desenvolvendo.

3. É possível engravidar naturalmente com a ajuda da técnica

Quando a infertilidade do casal está associada apenas a uma doença ovulatória que gera subfertilidade (como a síndrome dos ovários policísticos), a indução de ovulação pode ser suficiente para que o casal engravide de forma natural.

Isso acontece porque a ovulação passa a ocorrer sob o estímulo medicamentoso, e o óvulo pode ser fecundado pelo espermatozoide, dando início à gravidez. O mais importante nesses casos é planejar a relação sexual para o período fértil da mulher (coito programado).

4. A indução é necessária para a realização da fertilização in vitro (FIV)

Para a realização da FIV, é necessário ter os espermatozoides e os óvulos em laboratório. A indução da ovulação durante um ciclo de FIV permite que diversos óvulos sejam coletados em um único procedimento, aumentando as chances de sucesso do ciclo de FIV e diminuindo a necessidade de novos procedimentos para a aspiração dos óvulos.

5. Pode haver efeitos colaterais

Os medicamentos que induzem a ovulação podem gerar alguns efeitos colaterais, sendo os mais comuns: alterações de humor, insônia, náuseas, dor de cabeça e sensação de inchaço. Em alguns casos raros, podem surgir cistos nos ovários ou ocorrer a síndrome da hiperestimulação ovariana. Por isso, é fundamental consultar um médico especialista antes de optar pelo tratamento.

6. A chance de gravidez múltipla é maior

Como o número de óvulos liberados costuma ser maior, a chance de uma gravidez de gêmeos ou trigêmeos não idênticos (quando mais de 1 óvulo é fecundado) também aumenta. A estimativa é a de que 7,9% das mulheres que engravidam com o uso de clomifeno, por exemplo, têm uma gestação múltipla, o que aumenta o risco de complicações e de parto prematuro. Por isso, é fundamental o acompanhamento médico adequado mesmo durante os ciclos de indução de ovulação.

7. A indução da ovulação não é indicada para todos os casais

Casais com alterações no espermograma ou obstrução das tubas uterinas não se beneficiam da indução da ovulação, já que ela só aumenta a produção dos óvulos. Da mesma forma, casais que têm indicação da realização de uma avaliação genética do embrião ou que já tentaram a indução da ovulação por 3 a 6 ciclos sem sucesso devem optar por técnicas de reprodução assistida mais complexas. Os casais que mais se beneficiam desta técnica são aqueles nos quais a mulher apresenta um quadro de anovulação, como nos casos de Síndrome dos Ovários Policísticos.

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Especialista em reprodução humana, habilitado e capacitado para atender casais com infertilidade, faz parte das mais importantes sociedades relacionadas a área de Reprodução Assistida como a American Society for Reproductive Medicine, European Society of Human Reproduction and Embriology, Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida e Sociedade Brasileira de Urologia.

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    • Kathlem Pereira
    • 14/04/2018
    Responder

    Boa noite
    Vc atende no Rj? Queria mt fazer uma consulta.

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