5 coisas importantes sobre a maternidade independente no Brasil

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Nos últimos anos, as mulheres têm se tornado mais independentes e autossuficientes. Entre os motivos para tal mudança estão a dedicação à carreira e a emancipação financeira. Esse cenário fez com que a maternidade tardia ganhasse espaço entre as mulheres. Como resultado, a maternidade independente tornou-se uma realidade na sociedade moderna.

A maternidade independente é a escolha consciente de se tornar mãe sem um parceiro, recorrendo a um doador de sêmen e passando por técnicas de reprodução. Isso significa realizar uma inseminação intrauterina (IIU) ou então mediante a coleta de óvulos e fecundá-los em laboratório com espermatozoides (FIV), ambas as técnicas realizadas utilizando um banco de sêmen.

No post de hoje, abordo 5 informações importantes sobre a maternidade independente no Brasil, incluindo questões que ainda geram dúvidas em muitas mulheres. Continue a leitura e confira!

1. O que é preciso para se tornar uma mãe independente?

Por que muitas mulheres estão optando por gerar seus filhos sem um parceiro? Em geral, a maioria delas toma essa decisão por causa da idade ou depois de relacionamentos malsucedidos.

O primeiro passo a ser dado é escolher o método a ser utilizado. A produção independente é realizada em clínica especializada, e existem duas técnicas de reprodução assistida seguras que podem ser utilizadas: a inseminação intrauterina (IIU) ou a fertilização in vitro (FIV). Na IIU, a gravidez ocorre de maneira mais próxima a uma gestação natural, porém apresenta taxas menores de sucesso. Com a FIV, técnicas mais avançadas e especializadas são utilizadas, potencializando em muito as chances de sucesso.

Antes disso, a mulher passará por exames ginecológicos gerais, dosagens hormonais e avaliação ultrassonográfica para avaliação da reserva ovariana. Quando o desejo é que seja feita a IIU, é fundamental a avaliação das tubas uterinas, que geralmente é feita pela histerossalpingografia.

Após a realização dos exames, é feita a escolha do doador para dar início ao procedimento. Atualmente no Brasil, é possível obter amostras de sêmen em bancos de sêmen nacionais e mesmo internacionais.

2. Existe uma idade ideal para ser mãe?

Com os tratamentos de fertilização, ser mãe em idade mais avançada e de forma segura tornou-se possível. Geralmente, as mulheres que buscam a produção independente estão com cerca de 35 a 40 anos, com carreira profissional realizada e bem-sucedida.

Do ponto de vista biológico, o ideal é que a gestação ocorra preferencialmente antes dos 35 anos, quando a taxa de fertilidade é mais alta e existe menor risco na gravidez. Porém, mesmo em idades mais avançadas é possível realizar tratamentos de reprodução assistida. De acordo com a resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM), a idade máxima para se submeter ao tratamento de reprodução assistida é de 50 anos. Após esta idade, é necessário que a paciente passe por uma avaliação clínica adequada para ver se está apta ao tratamento e uma possível gestação. Com o avançar da idade, aumenta-se a chance de esta mulher necessitar de óvulos doados anonimamente para que consiga a gravidez.

3. Como a sociedade enxerga a mãe solteira?

A atitude ainda é vista socialmente como uma novidade. Situações novas podem incomodar as pessoas, por isso, quanto mais segura estiver a mulher de suas decisões, mais fácil será de enfrentar a situação.

Apesar de o conceito de família ter mudado bastante, o preconceito ainda é visível na sociedade. Devido a isso, é importante para a mulher ter o apoio dos familiares mais próximos (pai, mãe, irmãos), um adequado acompanhamento médico e mesmo psicológico. Aliás, o suporte psicológico ajuda a todos os pacientes que estão à procura de um tratamento de reprodução.

4. Como é feita a escolha do doador?

A escolha do doador é feita pela paciente, que tem determinadas informações de cada um dos doadores, como ascendência, etnia, cor dos cabelos, olhos, peso, altura. As amostras podem ser obtidas em bancos de sêmen do Brasil ou exterior. A compra do sêmen deve ser feita com o intermédio de uma clínica registrada na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

5. Existe legislação sobre maternidade independente no Brasil?

Não existe, atualmente, no Brasil, legislação a respeito desse método, apenas normas éticas estabelecidas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).

Essas normas estão definidas na Resolução CFM n° 2.168/17, que adotam regras em defesa do aperfeiçoamento das práticas, da observância aos princípios éticos e bioéticos que ajudam a trazer maior segurança e eficácia aos tratamentos e procedimentos médicos.

Por fim, se você optou pela maternidade independente, passar pela avaliação de um médico especialista em reprodução é imprescindível. O acompanhamento vai lhe direcionar para as melhores opções dentro da medicina reprodutiva.

Então, entendeu como funciona a maternidade independente? Aproveite e deixe um comentário neste poste compartilhe comigo e com os meus demais leitores a sua opinião e as suas ideias sobre o assunto!

Especialista em reprodução humana, habilitado e capacitado para atender casais com infertilidade, faz parte das mais importantes sociedades relacionadas a área de Reprodução Assistida como a American Society for Reproductive Medicine, European Society of Human Reproduction and Embriology, Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida e Sociedade Brasileira de Urologia.

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